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Auxílio-acidente negado na perícia: o que fazer

Negativa por perícia é a mais comum e também a mais reversível, porque depende de prova médica — e prova se melhora.

Atualizado em 25/08/2026

Perícia negada é a maior fonte de frustração neste benefício. Também é o cenário em que mais se consegue reverter, e o motivo é simples: a discussão é de prova, não de direito.

Por que a perícia nega

Os fundamentos mais frequentes:

"Não há sequela definitiva." O perito entendeu que a limitação é temporária, ou que houve recuperação completa.

"Não há redução da capacidade laborativa." Reconhece-se a sequela, mas não a repercussão no trabalho.

"Sequela não decorre de acidente." Discussão de nexo entre o evento e a limitação.

Categoria não contemplada. Não é questão médica: o contribuinte individual não está entre as categorias que a lei alcança, e o pedido é indeferido por isso.

Cada fundamento pede uma resposta diferente. Antes de recorrer, é preciso saber qual deles está escrito na sua carta.

O erro de recorrer com o mesmo material

Recurso que apresenta exatamente a mesma documentação da perícia tende a repetir o resultado.

O que muda a decisão é prova melhor, não insistência.

O que fortalece o caso

Relatório médico funcional. A diferença entre um documento que ajuda e um que não ajuda está aqui. Não basta o diagnóstico: o relatório precisa descrever o que você deixou de conseguir fazer em relação ao trabalho que exercia — força, amplitude de movimento, tempo em pé, carga, repetição.

Exames de imagem que demonstrem objetivamente a lesão consolidada.

Histórico contínuo, mostrando que a limitação persiste ao longo do tempo e não é episódica.

Descrição da atividade profissional. A redução de capacidade se mede em relação ao trabalho que você faz. Sem descrever esse trabalho, o perito avalia no vazio.

Os caminhos

Recurso à Junta de Recursos, dentro do prazo indicado na carta de negativa. É a primeira instância recursal dentro do próprio INSS.

Novo requerimento, quando surgiu documentação nova relevante e o prazo do recurso já passou.

Via judicial, onde há perícia realizada por profissional nomeado pelo juízo, independente do INSS. É conduzida por advogado.

O prazo importa duas vezes

Uma vez para o recurso, que tem data limite na carta.

E outra para o retroativo: enquanto a discussão se arrasta, as parcelas mais antigas vão ficando sujeitas à prescrição.

O que conferir agora

  • Qual é o fundamento exato escrito na sua carta de negativa
  • Qual prazo ela abriu e quando vence
  • Se o seu relatório médico descreve limitação funcional ou apenas diagnóstico
  • Se a sua categoria na data do acidente é contemplada pela lei

Quer saber se o seu processo tem alguma dessas falhas?

A análise é gratuita. Se não houver caminho, você fica sabendo antes de gastar um real.

Auxílio do Acidente — orientação em benefícios previdenciários. Este guia é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. Prazos e procedimentos variam conforme o estado e a fase do processo.

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