Perícia negada é a maior fonte de frustração neste benefício. Também é o cenário em que mais se consegue reverter, e o motivo é simples: a discussão é de prova, não de direito.
Por que a perícia nega
Os fundamentos mais frequentes:
"Não há sequela definitiva." O perito entendeu que a limitação é temporária, ou que houve recuperação completa.
"Não há redução da capacidade laborativa." Reconhece-se a sequela, mas não a repercussão no trabalho.
"Sequela não decorre de acidente." Discussão de nexo entre o evento e a limitação.
Categoria não contemplada. Não é questão médica: o contribuinte individual não está entre as categorias que a lei alcança, e o pedido é indeferido por isso.
Cada fundamento pede uma resposta diferente. Antes de recorrer, é preciso saber qual deles está escrito na sua carta.
O erro de recorrer com o mesmo material
Recurso que apresenta exatamente a mesma documentação da perícia tende a repetir o resultado.
O que muda a decisão é prova melhor, não insistência.
O que fortalece o caso
Relatório médico funcional. A diferença entre um documento que ajuda e um que não ajuda está aqui. Não basta o diagnóstico: o relatório precisa descrever o que você deixou de conseguir fazer em relação ao trabalho que exercia — força, amplitude de movimento, tempo em pé, carga, repetição.
Exames de imagem que demonstrem objetivamente a lesão consolidada.
Histórico contínuo, mostrando que a limitação persiste ao longo do tempo e não é episódica.
Descrição da atividade profissional. A redução de capacidade se mede em relação ao trabalho que você faz. Sem descrever esse trabalho, o perito avalia no vazio.
Os caminhos
Recurso à Junta de Recursos, dentro do prazo indicado na carta de negativa. É a primeira instância recursal dentro do próprio INSS.
Novo requerimento, quando surgiu documentação nova relevante e o prazo do recurso já passou.
Via judicial, onde há perícia realizada por profissional nomeado pelo juízo, independente do INSS. É conduzida por advogado.
O prazo importa duas vezes
Uma vez para o recurso, que tem data limite na carta.
E outra para o retroativo: enquanto a discussão se arrasta, as parcelas mais antigas vão ficando sujeitas à prescrição.
O que conferir agora
- Qual é o fundamento exato escrito na sua carta de negativa
- Qual prazo ela abriu e quando vence
- Se o seu relatório médico descreve limitação funcional ou apenas diagnóstico
- Se a sua categoria na data do acidente é contemplada pela lei
Quer saber se o seu processo tem alguma dessas falhas?
A análise é gratuita. Se não houver caminho, você fica sabendo antes de gastar um real.
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Auxílio do Acidente — orientação em benefícios previdenciários. Este guia é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. Prazos e procedimentos variam conforme o estado e a fase do processo.